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SANGRA&LORO

SANGRA&LORO

Duo de performance formado em 2017
Sandra Varela Asorey e Lois Búa







En Garde (2019)

Fugas e Interferencias, congreso de arte de acción. CGAC, Santiago de Compostela

Como no instante anterior a uma luta de esgrima, estamos à espera ao mesmo tempo que nos preparamos para duas possibilidades: ganhar ou ser derrotadas. Sabemos que o aquecimento global é uma realidade, e exigimos alguma mudança. Mas, que é o que podemos pedir? 
Nesta performance propõe-se uma reflexão coletiva com a espera como elemento central. Um rito com diferentes partes onde as cerimônias de aguarda e liberação neoliberais desembocaram num grito de basta já preocupantemente limitado. Estamos aquí! A que esperamos?




Don’t Wwworry (2018)

Performance Crossings Fest, Praga



A estranheça e o medo causados pela interação física com pessoas desconhecidas é algo que não acontece nos espaços virtuais.
Pedimos aos transeuntes que que tirassem uma selfie connosco. Eles podiam aceitar ou não, e então davamos-lhes um cartão onde estava escrito “Don’t Wwworry. Não importa se tiraste a selfie ou não. O mais provável é que já tenhas oferecido a tua imagem à internet”. 
Sem intenção de gerar um discurso do medo cara as novas tecnologias, “Don’t Wwworry” quer fazer questionar aos interpelados de onde provem o medo que temos quando partilhamos algo pessoal com desconhecidos cara a cara, mas não no mundo virtual.



The Next Biggest Superstar Crack (2018)


Pontevedra



Sob a aparência de um concurso de TV, atuamos como apresentadores para 9 participantes que foram convidados a passar por vários testes. Cada um foi baseado em um estereótipo de artista, e eles tiveram que passá-los para se tornar em The Next Biggest SuperStar Crack, ou seja, o melhor e mais bem sucedido artista do mundo. No final, o público restante foi convidado a escolher o ganhador, mas os envelopes com os votos que receberam apenas continham memes, informações eleitorais e as perguntas: “Qual é o uso da votação? Qual é a utilidade de não votar? Podemos construir uma alternativa?” Um reflexão sobre a crise que está a sofrer a democracia e a necessidade de união do povo para voltar a tomar controlo sobre a sua própria sociedade, e à falta de importância que se lhe da à arte em todo isto.




4G (2017)

Pontevedra


4G traduz a atual linguagem de Facebook através de documentos antigos que interpretamos em loop. Investigamos e reunimos arquivos, músicas e cartas de quatro gerações das nossas famílias, e estabelecemos ligações aparentemente aleatórias entre eles, levando o “scroll” digital a um plano performático e tangível.
A atmosfera criada pretende simular uma sobrecarga de informação, tal e como vivemos todos os dias online. Inspiramo-nos na cultura “rave”, onde a escuridade é constamente interrompida por lasers e projeções, estimulando as nossas sensações visuais e mentais até os nossos limites.